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Mestrado: “Impacto das Condições Meteorológicas no Material Particulado Inalável Fino (MP2,5) e a Identificação de suas fontes na Cidade de São Paulo”

Data

Horário de início

09:00

Local

Sala de aula P212 - Bloco Principal - IAG/USP

Defesa de dissertação de Mestrado
Estudante: Vitória Rodilha Leão
Programa: Meteorologia
Título: "Impacto das Condições Meteorológicas no Material Particulado Inalável Fino (MP2,5) e a Identificação de suas fontes na Cidade de São Paulo"

Orientador: Profa. Dra. Maria de Fátima Andrade

 

Comissão Julgadora:

  1. Profa. Dra. Maria de Fatima Andrade - Presidente e Orientadora - IAG/USP
  2. Profa. Dra. Regina Maura de Miranda - EACH/USP
  3. Prof. Dr. Thiago Nogueira - FSP/USP

 

Membros suplentes:

  1. Profa. Dra. Luciana Varanda Rizzo - IF/USP
  2. Prof. Dr. Marco Aurélio de Menezes Franco - IAG/USP
  3. Dr. Guilherme Martins Pereira - Pós-doc IAG
  4. Dra. lara da Silva - UTFPr

 

Resumo: 

Os aerossóis atmosféricos afetam a qualidade do ar, o bem-estar humano e o ecossistema. Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) o Material Particulado Inalável Fino (MP2,5) tem origem em emissão veicular, indústrias, ressuspensão de poeira do solo e fontes remotas, como queimadas e ainda outras fontes não completamente discriminadas, como as biogênicas e queima de combustíveis sólidos. Diante das alterações em tecnologias, composição de combustíveis veiculares e condições atmosféricas, torna-se importante o estudo permanente do material particulado, especialmente em regiões como a RMSP, com grande complexidade na evolução das suas fontes. Para caracterizar o MP2,5 foi determinada a sua composição química detalhada em termos de compostos de carbono (orgânico e elementar), metais, íons e açúcares determinados a partir de diferentes metodologias analíticas como espectrometria de massa com plasma acoplado indutivamente (ICP-MS), cromatografia líquida de troca iônica de alta eficiência com amperometria pulsada (HPAEC-PAD), cromatografia iônica (IC), análise termo-óptica (TOT), e ainda outras. As amostras foram coletadas no jardim da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, região próxima de avenidas e parques urbanos, no período entre maio/2022 e janeiro/2023, para identificação de fontes, discriminando também a participação da fração biogênica, sendo utilizada a metodologia Positive Matrix Factorization (PMF). As principais fontes identificadas foram aerossol secundário, queima de biomassa e emissões veiculares tanto exaustão quanto de desgaste de pneus e freios. Para discriminação do efeito tanto de políticas de controle de emissões quanto da meteorologia foram considerados dados de MP2,5 das estações da Rede Telemétrica da CETESB na Marginal Tietê e no Ibirapuera para o período entre janeiro/2014 e dezembro/2022. Esses dados foram considerados para filtragem meteorológica e identificação de tendências de longo prazo para avaliação do impacto das políticas de controle de emissão. A filtragem das variáveis meteorológicas foi feita utilizando-se os modelos aditivos generalizados para locação, escala e forma e o filtro Kolmogorov-Zurbenko. Foi possível observar uma tendência significativa de diminuição a longo prazo nas concentrações de MP2,5 devida à redução de emissões, sugerindo uma forte eficácia das estratégias aplicadas de políticas públicas de controle. A série meteorológica não apresentou efeito significativo nessa diminuição a longo prazo, mesmo em uma análise sazonal. Foi observada uma redução maior nas concentrações de MP2,5 a longo prazo durante o inverno e outono, o que sugere que fontes predominantes em outras estações como a queima de biomassa não possuem um controle de emissões tão efetivo quanto às fontes veiculares. Em comparação a estudos realizados em períodos anteriores, as fontes veiculares tiveram menor contribuição para o MP2,5 neste presente estudo mais recente, mostrando mais uma vez a eficácia das estratégias de controle de fontes móveis.

Palavras-chave: Filtro KZ, GAMLSS, RMSP, MP2.5, Qualidade do ar